Os Paralamas e sua trajetória até atingir o sucesso

No último post, falei sobre a Turma da Colina. Hoje vou contar a história de uma banda que era bem próxima a essa turma e foi formada em 1977: os Paralamas do Sucesso. Enquanto a Turma da Colina aprontava e fazia pequenos shows em festivais, o grupo liderado por Herbert Vianna já estava na estrada.

Muitos acham que os Paralamas são de Brasília, pois Herbert e o baixista Bi Ribeiro se conheceram na capital federal quando eram crianças e vizinhos. Porém, o grupo foi formado no Rio de Janeiro quando os dois se mudaram para lá e se juntaram ao baterista Vital Dias (sim, aquele da música Vital e Sua Moto). Em 1979, eles se separaram e voltaram a se reunir em 1981, ano em que foi escolhido o nome da banda, que surgiu de uma brincadeira entre os integrantes em que eles tinham que pensar no pior nome possível. Bi Ribeiro sugeriu Paralamas do Sucesso.

Até então Herbert Vianna só tocava e os Paralamas tinham dois cantores, Ronel e Naldo, que saíram em 1982. Nesse mesmo ano, João Barone substituiu Vital na bateria e aí foi escrita Vital e Sua Moto, bastante tocada em vários rádios em 1983. Então, eles fizeram seu primeiro grande show ao abrir para Lulu Santos no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Logo depois assinaram contrato com a gravadora EMI e surgiram seus dois primeiros discos: Cinema Mudo (1983) e O Passo do Lui (1984), esse contendo sucessos como Óculos e Meu Erro, o que levou a banda a tocar no Rock in Rio de 1985.

Selvagem? (1986) vendeu 700 mil cópias e levou o grupo a tocar em outro festival, dessa vez em Montreux em 1987. Esse show resultou no primeiro disco ao vivo D. Eles seguiram gravando álbuns como Bora-Bora (1988), Big Bang (1989) e Os Grãos (1991). Em 1994, os Paralamas lançam Severino, produzido na Inglaterra e com a participação do guitarrista do Queen, Brian May, em El Vampiro Bajo El Sol. Foram vendidas somente 55 mil cópias e eles passaram a ser alvo de críticas da imprensa.

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Paralamas agradece público após realizar show

Em 1995 surge o ao vivo Vamo Batê Lata, que fez a banda voltar as paradas de sucesso e resultou no maior número de vendas dos Paralamas: 900 mil cópias.  Nos anos seguintes gravaram Nove Luas (1996) e Hey Na Na (1998), o último antes de Herbert sofrer um acidente de ultraleve. Esse acidente aconteceu em fevereiro de 2001 quando o cantor, acompanhado da mulher Lucy, pilotava um ultraleve em Mangaratiba. A mulher dele acabou falecendo,  Herbert ficou paraplégico e  perdeu parte da memória, mas aos poucos conseguiu se recuperar e retomar a carreira.

Os Paralamas voltaram a fazer shows, continuaram com o sucesso e gravando álbuns como Longo Caminho (2002), que já estava composto antes do acidente e vendeu 300 mil cópias. Em 2004, a banda lançou Uns Dias, que tinha muitas participações especiais, entre elas: Roberto Frejat, Nando Reis e Djavan. Nos anos seguintes são produzidos Hoje (2005) e Paralamas e Titãs: Juntos e Ao Vivo (2008), que marcou a comemoração dos 25 anos de carreira das duas bandas.

Em 2009 foi lançado o disco Brasil Afora e dois anos depois o CD/DVD Multishow Ao Vivo Brasil Afora com participações de Zé Ramalho e Pitty. Em 2013, a banda comemorou 30 anos de carreira com uma turnê por várias cidades do país e no ano seguinte surge o Multishow ao Vivo – Os Paralamas do Sucesso – 30 Anos. Atualmente, eles continuam fazendo shows por todo o país e também participam do projeto NIVEA VIVA Rock Brasil, com Nando Reis e Paula Toller.

Aproveito para dizer aqui que os Paralamas estão entre as minhas bandas preferidas. Amo as músicas deles e admiro muito a superação do Herbert Vianna!

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A banda no começo da carreira

 

 

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