A morte de Renato Russo

Renato Russo morreu, em 11 de outubro de 1996, por causa das complicações causadas pela AIDS. O cantor descobriu a doença em 1989, mas nunca revelou publicamente. O corpo dele foi cremado e as cinzas foram lançadas no sítio do artista plástico Roberto Burle Marx. Renato deixou um filho: o produtor cultural Giuliano Manfredini, que na época tinha 7 anos.

Legiao-Urbana

Vida de Renato Russo

O cantor nasceu no Rio de Janeiro em 27 de março de 1960. Ele viveu na cidade até os 6 anos, quando se mudou com a família para Nova York. Com 9 anos, ele voltou a morar no Rio. Em 1973, Renato veio morar com a família em Brasília. Na capital, devido ao inglês que aprendeu nos Estados Unidos, virou professor da Cultura Inglesa. Aos 15 anos, Renato descobriu ter epifisiólise, uma doença óssea. Ele foi submetido a uma cirurgia para implantação de três pinos de platina na bacia, mas segundo Renato, ele foi vítima de erro médico. O cantor reclamava de dores horríveis após a operação e só voltou a andar após quase dois anos.

O começo da carreira

Após se recuperar, ele formou o Aborto Elétrico com o baterista Felipe Lemos e o guitarrista André Pretorius. Após quatro anos, a banda acabou e Renato viveu o seu momento de Trovador Solitário abrindo, sozinho, shows de outros grupos da Turma da Colina, como Plebe Rude e Capital Inicial.  O auge da carreira foi a Legião Urbana com Dado Villa-Lobos (guitarra), Renato Rocha (baixo de 1984 a 1988) e Marcelo Bonfá (bateria).

A doença

Aos 18 anos, Renato revelou para a mãe que era homossexual. Ele teria cortado os pulsos para chamar a atenção de um rapaz. Em 1990, ele foi internado em uma clínica para desintoxicação, pois bebia e tomava remédios mais que o habitual. Foi lá que Renato fez um exame e descobriu ter o vírus HIV. Poucas pessoas sabiam sobre a doença dele. O cantor revelou para o pai que era soropositivo, mas a mãe Carmen Manfredini só ficou sabendo da doença pela televisão após o filho morrer. O médico de Renato disse que ao saber o diagnóstico, o cantor reagiu com otimismo, mas anos depois, já perto da morte, ele começou a ter depressão. Renato teria contraído AIDS ao se relacionar com o americano Robert Scott Hickmon, que ele conheceu em Nova York. Ele tinha um namorado vítima da AIDS e viveu com Renato no Brasil durante alguns meses, antes de voltar para os Estados Unidos, quando usaram heroína juntos. O cantor nunca assumiu a doença publicamente. Quando perguntado por um jornalista se era soropositivo, ele negou.

O filho de Renato

Um mês antes de completar 29 anos, Renato surpreendeu a família ao revelar o nascimento do filho Giuliano Manfredini. Quando o cantor morreu, a imprensa noticiou que o filho de Renato era adotado. Na verdade, o filho dele era fruto do relacionamento com uma fã. A mãe de Giuliano morreu quando ele era recém-nascido. A guarda ficou com a avó materna, a quem Giuliano chama de mãe até hoje.

O fim da carreira

A Legião Urbana voltou a fazer shows em 1992, mas a situação não estava muito boa. Os integrantes não conseguiam mais conviver com Renato devido ao vício em drogas e álcool. Muitas vezes ele fez shows de ressaca, o que fez com que a turnê do disco V fosse precocemente encerrada.

O cantor também gravou dois discos solos: The Stonewall Celebration Concert e Equilíbrio Distante, em italiano, com algumas músicas da cantora Laura Pausini. Na época de lançamento do disco, Renato já tomava medicamentos para tentar combater os efeitos da AIDS, que aos poucos avançavam. Mesmo assim, ele continuou negando a doença. Nos últimos meses de vida, Renato estava muito debilitado e sofria de depressão. Quando morreu, ele pesava 45 quilos.

Para saber mais

Quem quiser saber mais sobre Renato Russo deve ler o livro O Trovador Solitário de Arthur Dapieve. Ele conta de uma forma emocionante como foram os últimos dias de vida do líder da Legião Urbana e fala sobre o último encontro de Dado e Renato. Um livro com detalhes sobre a vida do líder da maior banda de rock do Brasil, um livro que conta sobre a solidão de Renato Russo que, mesmo com tantas pessoas que o cercavam, se sentia sozinho.

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