A Legião pós-Mané Garrincha e a baixa do rock brasileiro

Em 1989, após a pancadaria no Mané Garrincha, a Legião gravou o disco As Quatro Estações, sem o baixista Renato Rocha, que teria se desentendido com o baterista Marcelo Bonfá. O álbum, que vendeu quase 2 milhões de cópias, é considerado por críticos um dos melhores da banda devido aos temas abordados como bissexualidade, religião e crítica social. O disco contêm as músicas mais conhecidas da banda como Pais e Filhos, Monte Castelo, Há Tempos, Meninos e Meninas e Quando o sol bater na janela do seu quarto. Outra canção presente é Feedback Song For a Dying Friend , escrita em homenagem a Cazuza.

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Disco é considerado por críticos um dos melhores da banda

Na nova turnê, a banda contava com três músicos de apoio: Fred Nascimento (guitarra e violão), Bruno Araújo (baixo elétrico) e o produtor musical Mu Carvalho (teclados). Nessa época, em 1990, a Legião fez dois memoráveis shows: um deles no Rio de Janeiro, no dia da morte de Cazuza, com 60 mil pessoas presentes e outro no Estádio Palestra Itália para 100 mil pessoas, que resultou no lançamento de um CD em 2004, chamado As Quatro Estações Ao Vivo.

Após os grandes concertos, Renato Russo descobriu ser soropositivo e teve problemas com o alcoolismo. As dificuldades foram refletidas no novo álbum da banda chamado V,  lançado em 1991, e cheio de músicas melancólicas. A turnê desse disco foi bem mais curta. Durou menos de dois meses devido aos problemas do vocalista.

Em 1992, a banda gravou o Acústico MTV. Em 1993, a Legião gravou O Descobrimento do Brasil, época em que Renato Russo iniciou o tratamento para se curar da dependência química. O álbum foi premiado com o disco de platina duplo.

Já os Paralamas do Sucesso gravavam, em 1991, o sexto disco de estúdio da banda: Os Grãos. O disco recebeu muitas críticas negativas, vendeu pouco e foi considerado o primeiro fracasso do grupo. Herbert Viana decidiu fazer uma pequena pausa para gravar seu primeiro trabalho solo. Mas rapidamente, os Paralamas voltaram a fazer shows e a gravar mesmo enfrentando fortes críticas da imprensa. O álbum Severino, de 1994, também foi considerado um fracasso no Brasil, mas vendeu bem na Argentina com o título de Dos Margaritas.

Enquanto isso, o Capital Inicial lançava o disco Eletricidade, que trazia O Passageiro, uma versão da música The Passenger, de Iggy Pop. Ainda em 1991, a banda participou da segunda edição do Rock in Rio. No ano seguinte, o tecladista Bozzo Barretti  saiu do grupo e, em 1993, foi a vez de Dinho Ouro Preto, que resolveu tentar a carreira solo. O Capital arranjou outro vocalista: Murilo Lima, que participou da gravação do álbum Rua 47. Em 1996, a banda lançou o primeiro disco ao vivo. Durante todos esses anos, o Capital desapareceu da mídia e muitos acreditavam que o grupo tinha acabado, mas eles continavam fazendo shows pelo país.

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